30 janeiro 2012

Sobre LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões, idéias e pensamentos. É um conceito basilar nas democracias modernas nas quais a censura não tem respaldo moral. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

É baseado nesse conceito que hoje escrevo sobre o tema. Durante muito anos, especialmente no Brasil dos anos 60 do século passado, artistas, políticos e civis foram duramente perseguidos por simplismente "opinarem" em determinados assuntos. A Constituição de 1967, já outorgada nos governos militares, não aboliu o princípio da liberdade de pensamento, mas impôs uma delimitação que restringia sua aplicação, condicionando-os aos parâmetros da ordem pública e dos bons costumes. Ao contrário do que muitos imaginam, a liberdade de expressão ainda é um previlégio de poucos.

Vivemos em uma falsa liberdade onde aqueles que ousam afrontar a opinião dos poderosos sofrem assédios e ameaças em seu ambiente de trabalho. O simples opinar pode caracterizar um ofensa e daí em diante a corda sempre tora para o lado mais fraco. Aos trezes anos, em uma das raras conversas que teve comigo, meu pai citou Voltaire dizendo "Posso não concordar com que dizes, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las." E olhe que eu só tinha descordado dele por causa de futebol!! E esse foi talvez o maior aprendizado que ele me deixou!

Sempre tive uma personalidade forte. Nunca recuei de uma coisa que disse/fiz (exceto quando cheguei a conclusão de que estava errado) e, aconteça o que acontecer, nunca o farei.  Acredito no diálogo, no debate limpo e livre. Entendo que todo homem tem o direito de se expressar, desde que claro, não ofenda diretamente a moral de alguém ou configure atitude que ponha em risco a vida deste. E ponto. Espero poder passar esse legado para o meu filho que em breve nascerá e encontrará um mundo pior do que quando nasci. Espero que ele me entenda e me respeite. Espero que ele se orgulhe de mim.
 

20 janeiro 2012

Extinção DOS PROFESSORES

      O ano é 2.020 D.C. - ou seja, daqui a nove anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:
– Vovô, por que o mundo está acabando?
A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:
– Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.
– Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?
      O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.
– Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?
– Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.
– E como foi que eles desapareceram, vovô?
– Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.
        Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me ensinar”, ou “para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você ganha”. Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”. O professores eram vítimas da violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.
         Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. “Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.
           Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão – enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.

Por Judson Gurgel.

18 janeiro 2012

Voz da EXPERIÊNCIA

Conversa de filho com o pai:
- Pai, vou me divorciar. Há seis meses minha mulher não fala comigo!
O pai fica em silêncio, bebe um gole de cerveja e diz: 
- Pense bem, meu filho... Mulher assim é difícil de arranjar...

17 janeiro 2012

Sonho BOM

Esses dias sonhei com meu pai. Ele estava de branco, uma luz ao redor, sorriso sereno e mãos em posição de abraço. Sim, ele queria me abraçar!! Fazia muito tempo que não sonhava com meu pai. Nos sonhos, ele nunca diz nada, está sempre sorrindo com a tranquilidade inconfundível e típica. Já faz 20 anos que ele fez a passagem. De lá pra cá, nós (eu e minhas irmãs) mudamos muito. Acho que meu pai ficou feliz em saber que seria avô de novo. Ele adorava crianças.

Nesse sonho meu pai fez um sinal. Não sei ainda o significado mais ele cruzava os dois dedos (indicador e médio) da mão direita e sorria muito. Meu pai era Ateu. Ele dizia que Deus não existia e que religião era coisa de gente desocupada. Acho que ele mudou de opinião. Se eu pudesse dizer alguma coisa a meu pai eu diria: Saudades pai! Gostaria que o senhor estivesse aqui para ver meu filho(a) nascer. Mais de certa forma ele vai estar. Literalmente, sonhar não custa nada. Não demore a voltar. Saudades.

16 janeiro 2012

Fábulas FABULOSAS (#021)


Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. O cão não muito grande mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda efusão. "Quanto tempo!". O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. "Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi..." "Não, foi depois, na..." "E você, casou também?" O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... você se lembra dele?" "Lembro, ora, era o que mais... não?" O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?"

Moral: Quando notamos certos defeitos nos amigos, devemos sempre ter uma conversa esclarecedora. (Millôr Fernandes)

15 janeiro 2012

Entre ASPAS

A Política, sem princípios; o Prazer, sem compromisso; a Riqueza, sem trabalho; a Sabedoria, sem caráter; os negócios, sem moral; a Ciência, sem humanidade; a Oração, sem caridade.

M. Gandhi, respondendo: Que fatores mais destroem os seres humanos?

14 janeiro 2012

Teste: Você é de Acari? 

1. Você acha que o dia está maravilhoso, a uma temperatura de 33 graus?
2. Quando chove, se deita numa rede e não levanta nunca mais?
3. Acha que o melhor perfume do mundo é o cheiro de mato verde?
4. Você chama um amigo de "macho" ou "fi-duma-égua"?
5. Você elogia dizendo: "arre égua!" ?
6. Você sabe o que é "fulerage"?
7. Tem alguma idéia do que seja "botar boneco"?
8. Quando você não quer mais alguma coisa, você "rebola no mato"?
9. Já chamou o seu governador de "o galeguim dos ói azu"?
10. Foi capaz de deixar o FHC em último lugar, na última eleição?

13 janeiro 2012

Moleskine


A Kodak reinou absoluta no tempo em que as imagens analógicas dominavam o ambiente da fotografia e do cinema. Em 1929, calou o cinema mudo ao criar uma nova película que permitia armazenar sons e imagens ao mesmo tempo. Por ironia, foi a primeira empresa a apresentar uma câmera fotográfica digital, em 1975 - mas decidiu não colocar esse produto no mercado para proteger seu negócio mais lucrativo, o de filmes em rolo. Soterrada pelo atual mundo de imagens digitais, está à beira de uma falência que poderá encerrar um pedaço muito romântico da história das imagens. História que ajudou a construir com verdadeiras lendas como o filme Kodachrome e a câmera Instamatic, ferramentas fundamentais para moldar o “momento Kodak”.

Respondendo A PERGUNTA


Por que existe tanto LADRÃO no Brasil?

12 janeiro 2012

O pintor

Um pintor pergunta ao dono de uma galeria se alguém se mostrara interessado nos seus quadros. O dono responde-lhe:
- Tenho boas e más notícias.
- Dê-me as boas primeiro!
- Bom, as boas são que eu disse a um cliente que quando você morrer os seus quadros vão triplicar de valor e ele comprou todos.
- Mas isso é ótimo! Então e as más?
- As más são que o cliente era o seu médico…

11 janeiro 2012

Diário de ALICE (#003)

Papai e mamãe, 

Estamos entrando na décima semana e eu já tenho até dedinhos. Vejo que mamãe continua enjoando, mas pelo que sinto com menos frequência.  Sei que ela não é do tipo que tem desejos, mas reza a lenda,  isso ainda deve acontecer. Das duas últimas semanas pra cá, já dobrei de tamanho e já sou até capaz de mover minhas pernas e braços! E você, pai?! Vejo que continua empolgado! Ao contrário da mamãe, por onde passa e com quem encontra, arruma um pretexto pra falar da minha chegada! O senhor vai dar trabalho...

Estou sabendo que vocês querem me chamar de Benício (do latim=aquele que está sempre bem) se eu for homem. Gosto do nome, mas preferia que viesse com o "Carlos" na frente do Benício como quer o papai. Ouvi dizer que meus avós e tias não param de comprar presentes! Não que eu ache ruim (he,he,he...) mas se fosse eles esperava pelo menos o sexo. Assim eles vão poder decidir se me compram um PS3 ou a Casa da Barbie. Bom, esse papo tá me cansando de novo. Criança vocês sabem, é come-dorme de nascença! Boa noite. Amo vocÊs!

10 janeiro 2012

Nômade DOMESTICADO

Hoje eu vou falar de mudança. Nos meus 33 janeiros de idade, contabilizo 27 mudanças. Se minha matemática não me trai, isso é pouco mais de uma mudança por ano. Morei em todo tipo de lugar. Morei em bairro nobre, bairro de classe média e bairro pangaré. Morei de aluguel, de favor, na casa de parente, em casa própria. Morei em república, morei em quarto só meu e em quarto dos outros mesmo que só por uma noite.

Essa é minha quarta cidade e pelo que estou vendo não vai ser a última. Meu amigo e irmão Tato Pedrosa se auto-denomina "Nômade Domesticado". Talvez seja essa a palavra correta para denominar alguém cuja vida é de lugares/espaços/casas temporárias! Sossego não é uma palavra que se encaixa a quem tem uma vida assim. Por onde andei fiz muitos amigos, boas lembranças e que eu saiba nenhum inimigo.

Antes que alguém se interesse em perguntar, eu respondo: Não, não gosto de mudanças. Em tempo: Falo da mudança em si, da permuta dos móveis. Mas como na vida, elas acontecem e na grande maioria das vezes, a gente não planeja. Simples assim. Por aqui as coisas estão começando a ganhar forma. Tenho alma de artista de circo. Não devo demorar a me sentir em casa. Boa sorte pra nós! Que assim seja!

09 janeiro 2012

Pinto do PADRE

O vigário de um vilarejo tinha um pinto como mascote. Certo dia, o pinto desapareceu e, preocupado, ele resolveu pedir ajuda aos paroquianos.
No dia seguinte, na missa, o vigário perguntou à congregação:
-Algum de vcs aqui tem um pinto?
Todos os homens se levantaram.
-Não, não, não foi isso que eu quis dizer. O que eu quero saber é se algum de vocês viu um pinto! Todas as mulheres se levantaram...
- Não, não, meu Deus... o que eu quero dizer é se algum de vocês viu um pinto que não lhes pertence.
Umas 40 mulheres se levantaram.
- Não, não. Talvez eu possa formular melhor a pergunta. O que eu quero saber é se algum de vocês viu o meu pinto?
Todas as freiras se levantaram.

08 janeiro 2012

Filosofia DE BAR

Para um homem se dar bem com uma mulher, ele precisa aprender apenas quatro letras do alfabeto: O - B - D - C.


Samurai do Seridó, doido, sem juízo e bebum de Acari.