30 maio 2008

Museu do PINTO

Alguém ai sabe onde fica a Islândia?! Pois eu digo, fica aqui. Nesse lugar de ínumeras belezas naturais, um cientista excêntrico (e ele jura heterosexual), Sigurdur Hjartarson, afim de curar o seu ócio somado a sua incontrolável curiosidade por pênis, fundou o Museu Falológico Islandês, que oferece aos visitantes do mundo todo uma visão mais detida a respeito do que há de grande e de pequeno em termos do órgão sexual masculino.

O maior deles, de uma baleia cachalote, pesa 70 quilos e possui 1,7 metro de comprimento. O menor, o osso peniano de um hamster, com apenas 2 milímetros de comprimento, precisa de uma lente de aumento para ser visto. Uma ausência que salta aos olhos é a espécie humana. Mas isso deve ser sanado em breve, já que um alemão e um mossoroense, o tarado do fusca, prometeram doar seus órgãos genitais quando morrerem. Para os amigos que gostam, mais "peças" do Museu aqui.

28 maio 2008

Sobre VIOLÊNCIA no TRÂNSITO

Na última sexta-feira, vi no noticiário o caso do jovem assassinado durante uma briga de trânsito em SP. Ele tinha só 18 anos e uma vida inteira pela frente. O motivo?! Uma suposta fechada que o motorista assassino teria dado no carro da vítima em frente a uma lombada. Após uma discussão, um tiro na nuca e mais uma estatística da violência no trânsito no Brasil.

Esse episódio me remete o dia em que eu estava parado em um sinal de trânsito quando encostou atrás do meu carro, uma caçamba com os faróis altos. Assim que o sinal abriu, o motorista da caçamba acionou uma buzina ensurdecedora capaz de deixar surdo qualquer vivente. Numa atitude impulsiva e burra, levantei a mão pelo lado de fora da janela do carro e lhe estendi o dedo. Esse camarada me seguiu 1,5km encostado em meu parachoque, cortando luz e me fechando em toda via.

No sinal, ele me encarou pelo retrovisor, me desafiando feito um louco capaz de me esmagar só pra provar superioridade. Minha noiva e irmã, estavam no carro e imploravam para que eu não aceitasse a provocação. Me mantive calmo e ignorei o sujeito que bateu em retirada cuspindo fumaça na minha frente. Daquele dia em diante, encarei o trânsito com outros olhos e desisti de bancar o valente. Afinal, como diria meu finado pai: mais vale um covarde vivo que um valente morto...

27 maio 2008

Acorda BRASIL

R$ 400 bilhões é o valor arrecadado, segundo o Impostômetro da Receita, em impostos pelo governo federal até hoje, desde o primeiro dia do ano de 2008. Ainda sim, nossos parlamentares e o presidente Lula cogitam a possibilidae de retorno da CPMF, com alíquota de 0,10% sobre operações financeiras. E você, também tá pensando o que eu tô pensando?!

P R O V O C A Ç Ã O

26 maio 2008

Aprendizado do DIA

Tu, que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do Onipotente. Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio. Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa. Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel. Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia, nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia. Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios. Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação, nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

Salmo 90

24 maio 2008

A L E G R I A

Hoje reencontrei Manoel Messias. Boy Messias, como ele gostava de ser chamado, era tosador do pet do shop onde trabalhei dois meses depois de formado. Sujeito simpático, trinta e poucos anos, otimista, casado com uma diarista, pai de dois filhos, Messias tinha um defeito: era alcólatra. Cheguei a presenciar uma crise de abstinência dele, quando no meio de uma consulta, ele confessou estar martirizado pela presença do álcool etílico que eu usava para higienizar a pele do animal antes da vacina.

Ele saiu da sala suando, aperreado pois naquela data, fazia dois meses que ele não bebia um só gole. Messias perdeu amigos, uma esposa, dois empregos e o respeito das pessoas. Chegou ao fundo do poço quando seu filho de 6 anos se negou a abraçá-lo na noite de natal por ele estar completamente embreagado e sujo. Sentiu pena de si mesmo e pensou em fazer besteira várias vezes. Hoje Messias está há 18 meses sem beber, ganhou peso, trabalha em um bom emprego com sorriso de quem recomeçou do zero.

Fiquei muito feliz em vê-lo, vi nos olhos dele a felicidade e o orgulho de si mesmo. Messias é outra pessoa, um novo homem, um pai de família que chega em casa sóbrio, com pães e leite pra janta. Doutor, eu tô muito feliz, Deus me curou - completou com os olhos marejados repetindo a célebre oração da serenidade: Concedei-nos Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar. Coragem para modificar aquelas que podemos, e sabedoria para distinguir umas das outras... Parabéns amigo!!

23 maio 2008

Cristo e OXALÁ

La La La ra ra ra ram...


Oxalá se mostrou assim tão grande

Como um espelho colorido

Pra mostrar pro próprio Cristo como ele era mulato

Já que Deus é uma espécie de boato.

Salve, Em nome de qualquer Deus, Salve

Salve, Em nome de qualquer Deus, Salve

Se eu me salvei, se eu me salvei


Foi pela fé, minha fé minha cultura, minha fé

Minha fé é meu jogo de cintura, minha fé, minha fé ééé


O Cristo partiu do alto do morro que nós somos

Rodeados de helicópteros que caçavam marginais

A mostrar mais uma vez o seu lado herói, herói

Se transformando em Oxalá, vice-versa tanto faz

A rodar todo de branco na mais linda procissão

Abençoando a fuga numa nova direção


Minha fé, é meu jogo de cintura , minha fé

Minha fé, é meu jogo de cintura , minha fé , minha fé ééé


La la la ra ra ra .....

O Rappa

20 maio 2008

P A L M A T Ó R I A

Reconheço que cometi um erro ao formular a pergunta que eu fiz à ministra, mencionando, de forma desnecessária e indevida, a entrevista em que ela relata episódios vividos quando foi presa e torturada pelo regime militar. Eu não pretendia afrontá-la, e muito menos desreispeitá-la. Mas assim foi interpretado, e, por isso, peço desculpas. Mas o que eu queria e continuo a querer é a verdade sobre o dossiê sobre gastos do governo FHC.

Sen. José Agripino Maia (DEM-RN), sobre o pedido formal de desculpas feito a ministra Dilma Rousseff, segunda-feira, 19.

18 maio 2008

Sobre FOTOGRAFIA (2a Parte)

Oi, meu nome é Alexandre. Hoje eu tô aqui porque cheguei ao fundo do poço. No começo a gente acha que é só uma fase, que vai passar, mas não, quando você menos espera, você já está no fundo do poço. Por isso procurei os Viciados Em Tirar Fotos Anõnimos . Fiz isso porque eu quero mudar, e vou mudar. Tudo começou com um simples click. Era uma máquina analógica de meu tio, nem me lembro a marca ou modelo. Eu era moleque, uns 14 anos, e me pediram para tirar umas fotos. Meu tio e família, eram nordestinos e moravam e Brasília fazia muito tempo. No fundo, uma praia, crianças, enquadramento, luminosidade, tudo em perfeita sintonia. Cliquei 16 vezes e nunca mais fui o mesmo. Em festas e aniversários, eu sempre me oferecia para bater as fotos. Nunca tiver condições de ter uma máquina só minha, por isso deixei o hobby de lado por um bom tempo, até conhecer um amigo que me despertou um velho desejo: ter a minha máquina fotográfica. Comecei comprando um celular com câmera (0.3 megapixels, já pensou?!). Fotografava ruas, árvores, objetos e até postes. Quatro meses depois, comprei uma Canon PowerShot A520 de 4 megapixels. Desde então, já foram mais de 4.000 fotos, a maioria horríveis.

Vi naquele objeto em minha mão um poder enorme. O poder de eternizar um momento. Quem não se lembra da foto do estudante em frente a um tanque na Praça da paz celestial em Pequim, China?! Ou a foto de Che Guevarra tirada por Alberto Korda, que virou logomarca do comunismo, marketing dos rebeldes sem causa? Então?! Criei pela fotografia um atração doentia, todo lugar que eu ia, tinha que levar a câmera. Na lagoa, na praia, na fazenda, no circo. Eu e minha noiva discutíamos por causa disso, ela tinha criado ojeriza pela meu exagero em fotografar e eu, nem tinha me dado conta de que era realmente excessivo. Percebi que cheguei ao fundo do poço quando me vi deitado numa cadeira de piscina às 14h da tarde, esperando um avião passar em velocidade de cruzeiro, só pra ter o prazer de fotografá-lo formando aquela linha branca no céu azul. Hoje estou aqui, neste testemunho triste, vendo as fotos da Vernissage de Tato na Let´s Lomo em São Paulo e outros três sites de fotografia, olhando para minha máquina, com as pilhas carregadas, numa vontade incontrolável de sair clicando pelo condomínio. Decidi mudar, eu vou resistir. Estou limpo. Graças à Deus, hoje acreditem, faz 7 dias que não tiro uma só foto.

L U T O

Imaginar a morte como um fardo prestes a desabar sobre nosso destino é insuportável. Conviver com a impressão de que ela nos espreita é tão angustiante que organizamos a rotina diária como se fôssemos imortais e, ainda, criamos teorias fantásicas para nos convencer de que a vida é eterna.

Nada transforma tanto o homem quanto a constatação de que seu fim pode estar perto. Existe acontecimento comparável? Um grande amor? O nascimento de um filho? O diagnóstico de uma doença fatal é um divisor de águas que altera radicalmente o significado do que nos cerca: relações afetivas, desejos, objetos, fantasias, uma simples paisaigem...

Dráuzio Varela, médico e escritor, em Por um Fio.

Morte é ausência definitiva. Tomei consciência disso aos 13 anos de idade, dois meses depois de ficar órfão de pai, em plena noite de natal de 1992. De lá pra cá, perdi minha avó, minha segunda mãe, cujo amor e o respeito me deu forças para vestí-la, quando a ninguém sobrou coragem, antes de ser colocada no caixão. Uma manta branca como um anjo, flores brancas ao redor do rosto, semblante sofrido de quem passou poucas e boas ao longo dos seus 54 anos dedicado ao marido e aos filhos.

Atualmente lido com essa pespectiva de uma forma mais fria, evasiva, científica e irremediavelmente insensível. Hoje recebi uma notícia triste. Ela era tia de minha noiva, mas não sei como explicar, tínhamos uma empatia um pelo outro, lembro ainda quando fomos apresentados: ela me olhou, me abraçou e sorriu, não disse mais nada. Aquilo foi o melhor dos "prazer em conhecê-lo" que já havia recebido de uma estranho na vida. Nossa convivência foi pouca, mais intensa o suficiente para eu desenvolver um grande carinho por ela. Que DEUS a tenha em um bom lugar.

17 maio 2008

DEZ coisas QUE aprendi ANTES de CASAR


1) Que a máquina de lavar está para mulher, assim como a TV de plasma está para o homem em uma lista de casamento;

2) Que veda-rosca não é o que eu pensava que era;

3) Que pedreiro e encanador são os dois bichos mais parecidos com gente depois do pintor;

4) Que lavar pratos não ficou só para mulheres;

5) Que uma tampa de vaso ou torneira de pia, pode custar bem mais do que você imagina;

6) Que o curso de noivos não pode ser feito por correspondência;

7) Que determinadas "sugidades" de algumas de suas roupas íntimas, você mesmo vai ter que retirar no pós-casório;

8) Que alguns futuros vizinhos merecem ser ignorados;

9) Que arrotos e peidos sonoros, só podem ser dados em caso de doença grave;

10)Que nas vésperas do casamento sua mãe pode simplismente esquecer de lavar sua roupa alegando que você ganhou uma máquina de lavar de presente de casamento, logo, isso não é mais tarefa dela...