14 julho 2011

Falta de ASSUNTO

Próximo domingo, 17/07, este narrador completará 33 anos. Como bom canceriano, gosto de festa, bolo, família reunida, bolas, lista de presentes (coisa mais antiga) e velas. Sou do tipo que planejo a festa, os convidados e até o discurso na hora de agradecer meia dúzia de gatos pingados que sempre aparecem mesmo que "ligeiramente" atrasados. Esse ano resolvi fazer diferente. Não fiz planos, não contei a ninguém (exceto aqui) e é claro, não farei festa/churrasco/reunião. Pra quem está beirando os 40 não fica bem se vestir de Zorro ou dançar bunda-lelê na frente dos convidados...

Antes que alguém pergunte, não é falta de grana (não que esteja sobrando). Acho que dessa vez vou preferir somente receber os telefonemas (talvez uns cinco ou seis, porque em tempos de Orkut/Facebook, ninguém se dá os desfrute de gastar sequer 0,25 centavos de seus créditos para parabenizar um amigo) e agradecer a DEUS por mais um ano de vida com saúde ao lado da minha esposa e familiares.  Sobre presentes, esqueçam os iates, TV´s de LED ou Rock and Rio Card. Me mandem vibrações positivas, boa sorte, desejo de saúde e felicidade que já vai tá de bom tamanho. Que assunto mais besta esse... Vô lá...

13 julho 2011

Poesia DO DIA (#012)

CASA ARRUMADA

Um lugar organizado, limpo,
com espaço livre pra circulação
e uma boa entrada de luz.

Tem gente que gasta muito tempo
limpando, esterelizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...

Casa com vida,
pra mim,
é aquela em que
os livros saem das prateleiras e
os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso,
pelo abuso das refeições fartas,
que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.

Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.

E se o piso não tem arranhão,
é porque ali ninguém dança.

Casa com vida,
pra mim,
tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda
barbante, passaporte e vela de aniversário,
tudo junto...

Casa com vida é aquela em que a gente entra
e se sente bem-vinda.

A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...

E nos quartos,
se possível,
tem lençóis revirados
por gente que brinca
ou namora
a qualquer hora do dia.

Arrume a sua casa
todos os dias...

Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo
pra viver nela...

Carlos Drummond de Andrade

Com vossas licenças  Drummond e Baeta.

12 julho 2011

Pede PRA SAIR


Cuscuz do PEDINTE

São 7:15h da manhã. A cigarra toca. Ele levanta-se lentamente do sofá e abre a janela. É um senhor, barba longa, boné surrado e calças que mais pareciam pano de chão. Educadamente o jovem se dirige ao senhor:
- Pois não?!
- Bom dia moço, preciso de sua ajuda para voltar para minha terra...
Ele pede ao senhor para aguardar. Na cozinha, ele abre o armário, procura algo que sirva. Um pacote de cuscuz reluz do fundo da dispensa.
- Vai ser isso!!
Ele coloca o pão de milho em uma sacola plástica e leva até o pedinte.
- Senhor no momento eu não tenho dinheiro, mas encotrei esse cuscuz, serve?
O pedinte olha fixamente para o pacote, balança a cabeça e sacaneia:
- Tô vendo que o moço tá mais precisado do que eu, pode ficar com seu cuscuz!!
O pedinte sai resmugando meia dúzia de baixarias e desaparece no final da rua. Diante da cena, o jovem lembra de uma frase dita por seu avô: "Se acaso você encontrar alguém na rua morrendo, acabe de matar...". Será?!

***

11 julho 2011

Sobre Turismo e Estrutura
Heraldo Palmeira

Recentemente, por conta de uma matéria com a cidade de Acari veiculada em rede nacional de tevê, escrevi um comentário pessoal a respeito da importância de, antes de se sonhar com faturamento em turismo, se entender que é fundamental pensar em infraestrutura.
Duas ou três vozes se esconderam em pseudônimos ou usaram terceiros para contestar, de forma confusa e velada, o que escrevi, ao invés de tentarem analisar com racionalidade os fatos e alertas óbvios que relacionei. Achei algo normal, vindo de gente que se esconde e, por isso mesmo, nunca apresentou qualquer projeto para nossa querida cidade, talvez por falta de capacidade intelectual mesmo. Assim, fica mais fácil vestir carapuças e assumir aquele ridículo papel de vítima ofendida.
Pobres criaturas que nada constroem ao longo da vida, são mesmo incapazes de compreender a diferença entre crítica e ofensa, o direito à opinião. Nessas horas, costumo sempre me aliar ao tempo, essa extraordinária grandeza que não poupa ninguém. O tempo que é senhor de tudo.
O tempo que passou pouco entre aquele meu texto e um acidente trágico com um helicóptero no litoral da Bahia, onde sete pessoas ligadas ao governador Sérgio Cabral, do Rio, perderam a vida. Estamos falando de uma região povoada de ricaços e consagrada no turismo internacional - bem diferente no meu querido e modesto Acari -, onde brasileiríssimos mar e terra da Bahia são vendidos como local de Primeiro Mundo exatamente porque atende a um público de alto poder aquisitivo. Mas, pelo visto, infestado de amadores na sua administração e fiscalização.
Pois bem, vejam esse texto publicado no site O Baianão , onde a autora, sem rodeios e compreensivelmente revoltada, revela um pedaço do drama que a falta de estrutura causou naquele pedaço da Bahia. Exatamente um local que a mídia vende como sendo um paraíso terrestre, onde tudo é mostrado como perfeito e pronto para receber o visitante.
Gostaria muito que as "vítimas" do que escrevi lessem esse texto da Aurea Catharina Rivera. Quem sabe, compreendem de uma vez por todas que transformar qualquer local em destino turístico é, definitivamente, coisa para profissionais. Sem contar uma grande quantidade de investimentos.
E pelo amor de Deus, que os pseudônimos ou as vozes transmitidas por terceiros não tentem me dizer que são casos diferentes, tá bom? Talvez, lendo duas ou três vezes, consigam entender que o tema central do texto da moça não é o acidente com o helicóptero, é a falta de estrutura. Isso mesmo: falta de estrutura. A mesma coisa que mata o sonho do turismo em Acari e pessoas muito ricas em Trancoso.
Quando os amadores entram em cena, preferem culpar quem escreve textos, como eu, Aurea Rivera ou qualquer voz pragmática e discordante. É mais fácil do que reconhecer as próprias incapacidades, assumir responsabilidades, propor algo.
No mais, sigo amando fervorosamente minha terra Acari e desejando que se construa um dia um bom negócio turístico ao redor dos encantos que ela oferece, como meio de promover o crescimento econômico da cidade e do nosso povo. Para isso, precisamos contar com nomes muito além daqueles que chegam armando seu circo na praça, apenas em busca de esquisitices locais para salvar sua audiência decadente.

10 julho 2011

Entre ASPAS (#050)

Conversa de gago é igual a obra de arte. Todo mundo até escuta, mas com certeza finge que entende.
Chico Banguelo, filósofo e bebum acariense.

08 julho 2011

Grávida de UM BODE

Um caso misterioso ocorrido em Santa Cruz(RN), tem chamado a atenção de cientistas de todo o mundo. Uma jovem, de apenas 22 anos de idade, está grávida de um bode. Na tarde de ontem, alguns médicos e cientistas, brasileiros, japoneses, argentinos, americanos, e também uma equipe da NASA, estiveram na cidade para analisar o caso da garota.Segundo Caravéa a jovem, cujo nome está sendo preservado para não causar constrangimento, manteve a gravidez em sigilo até a barriga crescer e denunciar. Os pais foram os primeiros a saberem, mas não acreditaram na versão dada pela jovem, de que o pai seria o bode. 

O repórter de um jornal da capital, conversou com os pais da jovem hoje pela manhã. A mãe da garota, disse que só acreditou na história quando os médicos confirmaram que o DNA do bebê que está sendo gerado pela garota, tem o DNA do bode.Já o pai, disse que desconfiava que a filha tinha um chamego com o bode, mas achou que era apenas carinho de ser humano para animal de estimação. “Ela dormia na cama com o bode, mas não imaginei que eles faziam algo demais”, disse o pai. Sobre o futuro, o pai afirma que o melhor é promover o casamento da garota com o bode. A mãe é contra...

FONTE: Bar do Ferrerinha.

06 julho 2011

Tarde DEMAIS

- Tú sabes o que ele inventou, fez de gols e mudou a história do Vasco?!
- Como?
Foi assim que meu pai, Neto de Olavo, se referia a Roberto Dinamite. Ele me convenceu de que torcer pelo Vasco era muito mais que simples "continuidade". Embora entendesse porra-nehuma de futebol eu aderi prontamente aos anseios de meu pai. Virei a casaca aos oito anos de idade. De flamenguista a vascaíno em um piscar de olhos. Esqueça Zico, Andrade e todos os outros ídolos flamenguistas!!! Eu era vascaíno desde criancinha!! 
Aprendi muitas coisas com meu "finado" pai.
Rapaz de belos olhos castanho-escuro, barriga saliente, humor inconfundível, sempre fez o que tinha vontade. Em plena crise financeira a la Sarney, abandonava o próprio negócio para juntar-se aos amigos nas boemias e política local. Era campeão de porrinha!! Grandes merda!! Se fudeo. Ou melhor, nos fudeo!! Meu pai era afoito. Morreu cedo, se quer me ensinou a tirar a barba do rosto! Mal sabia ele que meu avô materno, Seu Anchieta, seria meu verdadeiro pai mais tarde.
Não gosto de falar do meu pai. Outro dia me peguei pensando nele. Me olho no espelho e me acho parecido com ele. Pura ilusão!! Até branco ele era!!! Depois de casar com minha mãe, meu pai logo povidenciou a família! Eu, depois de quinze meses de casado. Depois seguiram-se minhas irmãs, cada uma, no mesmo intervalo.  Moramos de aluguel a vida inteira. Se bem que até onde me lembro ele não gostava de pagar aluguéis. Talvez isso fizesse parte de seu ideário comunista!!! Quem sabe isso tenha justificado meu voto em Lula 10 anos depois... (Djabo é?!) Lembro-me de uma fofoca ele dizer: "O que interessa se o rapaz tem namorado ou namorada?". Muito moderno Seu Neto de Olavo!! E certo, pois...
Hoje se meu pai me visse trabalhando em um banco ele diria: "Ou você surtou ou está morrendo de fome!!".  Morrendo de fome ainda não, mais que sabe eu tenha mesmo surtado! Sinto falta dele. Lembro-me vagamente da figura de meu pai. Minha mãe disse que eu me parecia com ele. Talvez só fisicamente. Quando abro o sorriso no meio da embreaguez, reza-lenda,  sou ele cagado-e-cuspido!!  Ele morreu na noite de Natal de 1992. Ele era meu amigo-secreto. Tinha comprado uma gravata. Ele não gostava de gravatas. Meu pai era sério-engraçado-estranho. Meu pai nunca me deu um abraço. Ele sentiu uma forte dor de cabeça e caiu. Eu tinha tantas coisas para dizer a meu Pai.  
Tarde demais.

05 julho 2011

Remédio

O careca vai a barbearia. O barbeiro:Sabe que eu sei de um otimo remedio pra fazer nascer cabelo.
Careca:Qual?
Barbeiro:Secreção vaginal.
Careca:Será? mas espera aí, se esse negocio é bom mesmo, vejo que para o senhor não funcionou, pois o sr. tambem é careca.
Barbeiro:Mas repara só no tamanhão do meu bigode...


04 julho 2011

Motorista CHIBATA da SEMANA (#002)

Veja como pedestre tem "vez" em Acari (RN)
EXPLICANDO:

A calçada não é local para veículos estacionados. Além disso, quando um veículo está estacionado sobre a calçada ou passeio, atrapalha a circulação dos pedestres.
    A palavra calçada, conforme Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro, possui o significado de parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, NÃO DESTINADA À CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.  Importante também ressaltar o significado da palavra passeio, definida como PARTE DA CALÇADA ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas. Portanto, os passeios devem ficar livres de obstáculos para a passagem dos pedestres e nas calçadas pode ser colocado mobiliário urbano, sinalização, etc.
A origem: O Código de Trânsito Brasileiro prevê em seu artigo 181, incisos IV e VIII, algumas infrações pelo estacionamento de veículo em local proibido. Vejamos:
Art.181. Estacionar o veículo: (...)
IV - em desacordo com as posições estabelecidas neste Código: Infração - média; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; (...)
VIII - no PASSEIO ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público: Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo.
    Nota-se que pelo CTB, estacionar em local proibido é uma infração média, onde o motorista recebe quatro pontos na carteira, multa R$ 85,13 (oitenta e cinco reais e treze centavos) e remoção do veículo. No caso de estacionar em cima da calçada, além do veículo ser removido, de acordo com a medida administrativa, a infração gera o pagamento da multa de R$127,39 (cento e vinte e sete reais e trinta e nove centavos) e a perda de 5 (cinco) pontos na carteira de habilitação.
    O veículo estacionado na calçada pela falta de consciência do motorista, representa uma afronta à segurança do pedestre, que perde a calçada para caminhar e fica vulnerável com a entrada e saída dos carros parados no recuo.

02 julho 2011

Cúmplice

Por Líria Porto...
Eu tenho um caso comigo
faço-me companhia
dou-me livros jóias mimos
raramente há uma briga
quando acontece perdoo-me
levo-me a um passeio
permito-me breves namoros
e ao fim de tudo concluo
melhor para mim
só eu mesma
:
ainda bem que o consigo...