Essa é pra você Bony.
12 janeiro 2010
Diálogo INSANO (#005)
De manhã cedo, eis que o assunto não pode ser outro:
- Doutor, você sentiu?!
- O quê?!
- O terremoto?!
- Não, tava ocupado.
- Ocupado?! Fazendo o quê?!
- Coisa íntima.
- Já sei, era sexo!!
- Não, tava só cagando mesmo... E você, sentiu?!!
- Ixe, lá em casa tive que segurar a TV senão ela caía do raque.
- Foi forte assim?!
- Pois é.
***
Ô povinho perguntador, mentiroso e sem noção da porra!!
11 janeiro 2010
Indivíduo DENTRO da NORMALIDADE
Confesso que sempre tive uma curiosidade de ir a um psiquiatra. Ao contrário do que a maioria pensa, o psiquiatra não é aquele sujeito de bigode, óculos fundo de garrafa e cabeleira desarrumada que a gente vê nos filmes. O meu psiquiatra era jovem, falava pausadamente e fechava os olhos antes de concluir o raciocínio. Ele lembrou um amigo médium que vez por outra incorpora alguns catedráticos desencarnados... Uma figura equilibrada e aparentemente tranquila. Um misto de Analista e Guru, padre e oficial de justiça.
Logo no início a pérola: "Quem é você?!". Pensei em responder Sassa Mutema ou Tarado do Fusca, mas achei que bancar o engraçadinho ali não seria positivo no diagnóstico clínico. Respondi meia dúzia de baboseiras românticas e ele, claro, fingiu que acreditou. Falei sobre o pânico que tenho de torcedores do América e o quanto detesto cerveja quente. Depois disso, ele escreveu meia dúzia de num-sei-que-lá e me liberou. No final do parecer a frase: "Indivíduo dentro da normalidade" me fez respirar aliviado... Ufa, foi por pouco!!
10 janeiro 2010
09 janeiro 2010
De POESIA
DA INQUIETA ESPERANÇA
Bem sabes Tu, Senhor, que o bem melhor é aquele
Que não passa, talvez, de um desejo ilusório.
Nunca me dê o Céu... quero é sonhar com ele
Na inquietação feliz do Purgatório.
(Mario Quintana)
08 janeiro 2010
07 janeiro 2010
Do latim: Servitore PUBLICUS
Era doze de setembro de 2007, data da minha aprovação para carreira administrativa no Banco do Cazaquistão. Na época, a CESPE-UNP havia sido escolhida para elaborar a prova do certame que teve nada mais que 12 mil inscritos na minha região. Fiquei entre os 104 primeiros colocados após de ter feito uma prova com 150 questões objetivas (CG e CE*), sendo que para cada errada, uma certa era eliminada.
É, não havia sido fácil mesmo. Alguns me criticaram dizendo que não valeria a pena. Mas o meu sexto sentido de autônomo vagante dizia o contrário. Vá em frente, torne-se funcionário público. Da data da homologação (09/09/2007) até a minha convocação (05/01/2010), se passaram 27 meses ou 815 dias de angústia, ansiedade e esperança. E tudo teve um belíssimo fim com aquela ligação.
Sou eu sim, Alexandre, quando devo me apresentar?!, perguntei gaguejando ao gerente. O mais rápido possível!!, ele respondeu com voz de general recrutanto o soldado para guerra. Na madrugada do dia seguinte viajei à Acari, região serrana do RN, famosa por ser intitulada uma das cidades mais limpas do Brasil. Cheguei às 7:15h, o banco tinha acabado de abrir. Meia dúzia de clientes se aglomeravam na porta.
O gerente como de costume, chegou por volta das oito e meia, me recebendo logo em seguida. Jovem, o meu futuro chefe falou sobre a empresa, sua breve carreira, as nuances da função e o mais importante: da confiança dele nos novos funcionários. Ao todo, a pequena agência tem oito funcionários (nove comigo), abre às 8:00h e fecha às 12:00h. Todos me receberam com educação e sinal de boas vindas.
Na parede da sala do gerente, uma frase me chamou atenção: "Se você não sabe para onde está indo, não saberá onde quer chegar - Autor Desconhecido". Li aquela frase com os olhos marejados pois SIM, eu sabia onde eu queria CHEGAR. Escutei atentamente todas as orientações do meu superior e deixei o prédio com um sorriso de ponta a ponta. Respirei fundo e deixei uma lágrima cair.
Algumas palavras ditas pelo jovem Fulano dos Anzóis soavam feito música no meu cérebro calejado: Salário fixo, décimo terceiro, carteira assinada, plano de saúde, participação nos lucros, férias remuneradas!! Obrigado Getúlio Vargas!! Obrigado Banco do Cazaquistão!! Dormi veterinário e acordei bancário. Aqui jaz um autônomo e nasce um funcionário público... Que Deus me ajude no desafio.
* Conhecimentos Gerais e Específicos
05 janeiro 2010
Dica de LEITURA (#019)
Dessa vez, a aventura se passa nos EUA, em Washington D.C., quando Langdon é convidado a dar uma palestra no Capitólio e lá chegando, descobre que caiu numa armadilha. Em O Símbolo Perdido, Dan Brown mistura mais uma vez ciência e religião em uma história de tira o fôlego da primeira a última página (se bem que só li a metade). O livro custa R$ 39,00 e pode ser encontrado em qualquer açougue. Boa leitura.
04 janeiro 2010
Piadas INFAMES (#008)
O bêbado entra em um bar e grita:
- Feliz Ano Novo! Feliz Ano Novo!
- Você está maluco? - intervém o dono do bar.
- Nós estamos em fevereiro!
No que o bêbado diz:
- Fevereiro?! Porra... é hoje que eu apanho quando chegar em casa!
Também achei fraquíssima. Boa semana a todos!!
03 janeiro 2010
Carta aos HUMANOS
Prezados todos,
Eu tinha 16 anos e me chamava de Rex. Fui um genuíno vira-latas nascido na rua e adotado por uma família de classe média. Na única vez que me levaram ao veterinário, eu mal sabia andar. Ganhei presentes, roupas, brinquedos e ossinhos coloridos. Me chamavam de bebezinho, fofinho e meia dúzia de outros diminutivos carinhosos. Não me faltava água e ração de boa qualidade. Os anos se passaram e aos poucos tudo foi mudando radicalmente. Fui chamado de fedorento, rabujento e até de inútil. Virei persona non grata na casa e ganhei um espaço escuro e fedido nos fundos da lavanderia.
Me prendiam rigorosamente todos os dias a uma corrente e quando não me esqueciam, o cárcere chegava a durar todo o final de semana. Passei por chuva, sol escaldante, fome e sede de três dias. Cheguei a ter inveja dos pássaros e sua liberdade, enquanto eu estava ali, condenado a pagar pelo crime de ter envelhecido. Em uma manhã de sábado, acordei com dores por todo o corpo. Do meu nariz, saia um fio de sangue escuro e por todo o corpo brotavam feridas enormes e sem explicação. As poucas sobras eram cada vez mais escassas, os parasitas no meu corpo me consumiam as forças.
Entrei em colapso e desmaiei seguidas vezes. Certa vez, um das poucas vezes que recuperei a consciência, percebi um silêncio incômodo e tive certeza de que tinham me largado a própria sorte. Inerte no chão da cozinha, senti frio, sede, fome, por três semanas até que a porta se abriu. Um casal de idosos me socorreu e sem recursos, eles pediram ajuda a um veterinário que concordou e me atender gratuitamente. Apesar da boa vontade do médico, ele nada pode fazer exceto abreviar meu sofrimento e me proporcionar uma morte digna. A você doutor, minha eterna gratidão.Adeus,
Rex
Rex morreu vítima do SER HUMANO. Se você caro leitor, souber de alguma situação parecida com essa, não exite em denunciar a delegacia do meio ambiente. Maltratos a animais é crime inafiançável. Não permita que mais animais sejam vítimas da maldade humana. No mais, bom início de semena a todos!!
02 janeiro 2010
C O M E Ç O U
Historiografia à parte, posso dizer que não tenho do que reclamar da minha virada (por favor, nada de conotação jocosa aqui, certo?!). Estava com as pessoas que mais amo na vida, feliz, bebendo Bohemia Confraria e planejando um belíssimo ano profissional e pessoal: Filho e 13º salário, pra que melhor?! Bom 2010 a todos!!





