20 março 2013

Bolso CHEIO e mente VAZIA

Essa foto me causou náusea. Foi postada recentemente pelo cantor do aviões do forró em sua rede social instagram. Prova de bolso cheio e mente vazia. Espelho da vaidade de quem nunca teve e não se contenta em ter. Publicização de uma ilusória felicidade. Menosprezo aos nordestinos que arquejam e sobrevivem a maior seca dos últimos 50 anos. Triste que esses sejam os ídolos do meu país. Esqueceram do "Betinho" que morreu lutando contra a fome. Apagaram a foto de Zilda Arns que tanto lutou contra as desigualdades sociais. BMW e Rolex podem até combinar, mas não no mundo em que vivemos. Salve o povo brasileiro!

11 março 2013

C-U-R-T-A

Um bancário vai caminhando na rua e é abordado por um assaltante (com camisa do framengo):
- Perdeu preibói! O dinheiro ou a vida!
- Amigo não dá, eu sou bancário...
- E daí? Tá me tirando???
- Não, é que bancário não tem dinheiro, muito menos vida...


Dedicado a todos vocês que acham que o banqueiro e o bancário são a mesma pessoa...

05 fevereiro 2013

Entre ASPAS

A vantagem de quem não vai muito longe é voltar mais depressa.”
(Millôr Fernandes, gênio da raça)

12 novembro 2012

De PENSAMENTO

Andrew Keen* está certo. Vivemos na "economia da reputação". Tudo o que você posta/compartilha deve e será usado contra você um dia. Somos espiões de nós mesmos. Ora por egocentrismo, ora por vaidade, sentimos uma necessidade incontrolável de se expor. Atire a primeira pedra, aquele ou aquela que, tendo conta no Facebook/Twitter, nunca postou algo particular, de cunho íntimo ou que via de regra só interessa a você?! Certo? Errado. É de tempo de repensar, de refletir, de rever. E olhe que estou falando isso pra mim como se estivesse diante do espelho.

* É um escritor norte-americano conhecido por suas críticas ao fenômeno da Web 2.0. http://pt.wikipedia.org/wiki/Andrew_Keen

27 setembro 2012

As primeiras SEMANAS

 
A decisão de engravidar foi conjunta. Já tínhamos quatro anos de casados e há tempos observávamos os casais e seus filhos nos parques, no circo, na piscina, no clube e etc. Eu particularmente sempre adorei crianças, talvez pelo fato de nunca ter deixado de ser uma. Embora de maneira mais contida, Bela aos poucos despertou a sua maternidade adormecida e logo propôs que engravidássemos. O fato é que ainda existiam impecilhos. Primeiro eram as condições de trabalho, depois o medo de onde deixar o bebê enquanto estivéssemos trabalhando. A estabilidade matou dois coelhos numa mesma cajadada. Trocamos de profissão e de cidade. Procuramos alguns especialistas e depois de aproximadamente um ano e meio tentando, eis que Deus nos agraciou com a boa nova.

Na manhã de nove de dezembro, Bela me apresentou o que parecia ser um termômetro. Estou grávida!!, ela disse com sorriso de ponta a ponta. Pulei da cama como se estivesse deitado em brasas, a princípio a ficha não caiu, saímos as pressas para o laboratório e eu chorei copiosamente quando o exame de laboratório confirmou o que o teste de farmárcia já havia prenunciado. Do resto a biologia logo se encarregou prontamente. Foram trinta e oito semanas de muita ansiedade e noites em claro. Tudo era motivo de debate: nome, sexo do bebê, decoração do quarto e etc. Depois de saber o sexo, tratamos logo de escolher o nome do moleque. Entre várias possibilidades, elegemos Eduardo que significa pessoa do bem. Nosso comerdozinho de rapadura nasceu às 20:05h do dia 27 de julho de parto cesariana. Um bebê forte, 3,4kg, híbrido de pai e mãe. Alguns dizem que ele é cagado e cuspido a mãe, mas do gênio não abro mão! É o meu até no jeito de pedir peito.

Desde o nascimento, já se passaram oito semanas de longas noites mal dormidas, fraldas enxarcadas de xixi e cocô e é claro, o prazer indescritível de ver crescer um ser totalmente e maravilhosamente dependente de nós. Todo dia é uma novidade. O primeiro sorriso, o olhar curioso, os jatos matinais de alojo, os sons emitidos aparentemente sem motivos e as infinitas fotos tiradas de celular, tablets e máquinas fotográficas. Do ofurô ao passeio no supermercado, da primeira vacina a pontual visita à casa das avós, tudo é um flash!! Tem horas que até o choro impiedoso das cólicas soam como música aos nossos ouvidos (tudo bem, essa parte é mentira!). Nosso filho foi como uma bénção, um complemento a uma relação onde o amor crescia (e cresce) cada dia mais. À Deus, aos amigos e parentes, nosso eterno agradecimento e eterno convite para visita. Ah, e uma ressalva: só entra com presente!!!

06 agosto 2012

Sobre o BRASIL e os JOGOS OLÍMPICOS

Pedro Augusto de Medeiros* 
Já está em andamento a estratégia de contemporização do fiasco olímpico. Fotos dos atletas brasileiros chorando, desconsolados com os seus fracassos circulam no face. São cenas que tocam e sensibilizam. Mas é muito cômodo e conveniente entregarmos os lenços e darmos o ombro a todos.

Um pais com a grandeza do Brasil não pode continuar indo a olimpíada a passeio. Entendo o esforço e o desprendimento de muitos atletas e fico sensibilizado com a situação de parte deles, mas a atuação dos que estão por trás da nossa equipe olímpica é sofrível e deve ser criticada. Se não tem competência para superar o Quênia, a Etiópia, o Cazaquistão, a Belorus, a Jamaica, é melhor ficar em casa. O grande problema do Brasil, num sentido até mais abrangente, é aceitar passivamente tudo. Chega de papelão olímpico!!!

* Bancário e formador de opinião.

  

02 julho 2012

Salvem OS SERES HUMANOS

Eu gosto de animais, com ressalvas, muitas ressalvas. Criada em apartamento, eu tinha pavor de galinhas, do tipo que pessoas normais têm de baratas ou aranhas. Eu também temia gatos, coelhos, hamsters e cachorros. Principalmente cachorros. Nada contra, juro, só falta de costume mesmo. Meus bichos eram de pelúcia e não tinham cheiro (exceto uma eventual poeira ou mofo) e não babavam. Cresci assim, desacostumada ao reino animal, praticamente a menina da bolha.

Provavelmente por isso nunca entendi o amor incondicional das pessoas por seus bichos de estimação. Não entender não significa ser contra, que isso fique bem claro. E, na minha ignorância animal, entendi menos ainda a recente comoção nas redes sociais sobre a lei Contra o Abandono de Animais. Veja bem, não sou a favor de poodles ou gatinhos siameses serem largados por aí, muito menos concordo com a crueldade contra peixinhos dourados.

Se bem que, se a gente pensar direitinho, o que soa como crueldade é manter um passarinho numa gaiola, um peixe num aquário de 50cm ou um pastor alemão num apartamento de 90 m2. Mas não vamos mudar de assunto, voltemos à Lei Contra o Abandono. Assim, como fila de banco, que basta o primeiro reclamar para a fila virar um motim, as redes sociais estão cheias de mensagens de apoio aos Chihuahuas e gatinhos Angorás.

A lei é digna e bonita, concordo, o que não me convence é essa comoção social para defender gatos e cachorros enquanto crianças descalças fazem malabarismo no sinal. Entenda, eu acho animais legais, mas acho seres humanos mais legais. Sou contra o abandono de crianças, contra homens revirarem lixo à procura do jantar, contra adolescentes que se prostituem para garantir uma refeição por dia. Confesso que sempre me revoltei com o Greenpeace porque enquanto eles salvam as baleias, 300 homens e mulheres são assassinados por mês em Pernambuco.

Nunca vi uma faixa comum “Salve os seres humanos” nem com um “Criança passar fome é Crime”. Sempre imaginei, inclusive, que se eu vendesse aquele navio do Greenpeace, o dinheiro daria para alimentar o Coque (comunidade carente do Recife) inteiro durante uns seis meses. Temos exceções, fato; ONGs e voluntários. Mas esses, infelizmente, não ganham a simpatia das milhões de pessoas que postam fotos de gatinhos fofos no Facebook. Vou ser a primeira a apoiar os Yorkshires e Bulldogs, no dia em que nenhum ser humano morar debaixo de uma ponte ou se alimentar de lixo.

Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali.  Ela também tem um blog - Batida Salve Todos

24 junho 2012

C-U-R-T-A


Cliente: Gostaria de mudar minha senha.
Bancário: Pois não, digite a nova senha aqui.
Cliente: Qual?! A minha?!
Onomatopéia: Cric, cric, cric, cric
Bancário pensa: Não, a do Nacib da novela Gabriela.
Bancário diz: Sim senhora, a sua nova senha.
***

05 junho 2012

Do LEITOR

Jesus de Miúdo, cabra da melhor linhagem seridoense de Acari, bom de verso e de prosa, mandou colaboração para o Pescador de Ilusões contando uma estória vivida por um amigo de Caicó. Estória que pode ter sido a de centenas de leitores deste blog.Confira:Tenho um amigo caicoense que me confessou esses dias ter perdido o cabaço com uma cabra (risos), fato comum naquelas gerações de trinta anos atrás. Disse que tinha ido com um primo para o cabaré, mas em lá chegando foram barrados porque eram menores. Aí, quando já iam embora, ouviram "uma voz"...  Ficou todo esfolado, e a cabra nem aí, só berrando. Abaixo a resenha em poesia:

Mote 
Moazinho perdeu o cabaço
E a moça gritando béééééé!
Glosa
Foi sem nenhum embaraço
Em noite de céu escuro
Lá por dentro de um monturo
Moazinho perdeu o cabaço.
Foi sem beijo, sem abraço
Por detrás do cabaré
Num sexo feito em pé
Muito bom, mas agoniado
Ele com o pau esfolado
E a moça gritando beééééééé!

25 maio 2012

C-O-N-C-L-U-S-Õ-E-S

Ontem cheguei a três conclusões:
1) Diego Sousa é um féla da puta.
2) Os flamenguistas são um bando punheteiros: só gozam no pau dos outros.
3) Dá mais não meu irmão, tô de licença: o Vasco vá tomar no butico.

24 maio 2012

Índio ESPERTO

Um médico, um botânico e um cômico, foram fazer um safari e se perderam na mata. Sem outra opção, resolvem seguir um rio para chegar a civilização. No meio da caminhada, encontram um indio. Não menos assustado que os demais, o médico diz:
- Homens brancos perdidos, pode nos ajudar? Eu ser médi cú...
Outro menos tímido, complementa: 
- Eu ser botanu cú ....
O derradeiro conclui:
- Eu ser comi cú.
O indio se apavora, atira-se na água, grita:
- Eu ser Índio salva cú.